Teoria da Complexidade

Uma importante propriedade dos sistemas complexos é a sua auto-organização, que requer metacognição para auto-regulação tanto da perspectiva de preservação quanto daquela de evolução.


Pavard e Dugdale defendem o uso de abordagens estruturais e distribuídas nas ciências sociais e cognitivas, como subsídio para compreender a complexidade nas dimensões coletivas e organizacionais. Eles definem quatro propriedades de um sistema sócio-técnico complexo:

  • Não-determinismo – é impossível antecipar com precisão o comportamento dos sistemas complexos, mesmo que se saiba suas funções e componentes, sobretudo por causa das dimensões cognitivas envolvendo sua variabilidade pluri-contextual, que tornam difícil esboçar um fluxo de informação padrão na comunicação, bem como separar fatores internos e externos que o influenciem.

 

  • Decomposição funcional limitada – sistemas complexos têm uma estrutura dinâmica, o que torna difícil, se não impossível, estudar suas propriedades ao decompô-las em partes funcionais estáveis. Isto porque sua permanente interação com o meio e suas propriedades de auto-organização lhes permitem se reestruturar, enquanto as pessoas não percebem a importância dos mecanismos pluri-contextuais em seu desempenho.

 

  • A natureza distribuída da informação e da representação – eles têm propriedades comparáveis aos sistemas distribuídos (no sentido de conexões), isto é, alguma de suas funções podem não ser localizadas precisamente.

 

  • Emergência e auto-organização – os sistemas complexos têm propriedades emergentes que não são acessíveis (identificáveis e antecipáveis) diretamente sob a ótica de seus componentes, na medida em que não podem impedir o conhecimento em relação à operação dos componentes desses sistemas.
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