Métodos de Estruturação de Problemas

Os métodos hoje conhecidos como métodos de estruturação de problemas (PSM) começaram a ser desenvolvidos nos anos 60, estando quase que completamente maduros na década de 80. Esses métodos se desenvolveram em função de uma lacuna na pesquisa operacional tradicional, que não endereçava de maneira satisfatória os problemas complexos. Com vistas a resolver esses contratempos, os PSM se dedicaram a representar os problemas, observando suas múltiplas perspectivas, problemas que podiam eventualmente ser sistemas compostos de múltiplos atores, que frequentemente possuem interesses conflitantes, nem sempre tangíveis, sujeitos às incertezas do meio. A representação era necessária em um estágio inicial para cobrir a maior parte das características que impactam nos sistemas, usando modelos simbólicos no lugar de analíticos, de modo a permitir a compreensão e discussão do problema, incrementando o comprometimento, e a identificação de melhorias potenciais. Há uma diversidade de métodos desenhados para abranger um considerável leque de problemas com suas peculiaridades. Podemos mencionar três metodologias que se destacam pela sua aplicabilidade e quantidade de artigos publicados: SSM, SCA e SODA. A Metodologia de Sistemas Soft (SSM) busca construir modelos conceituais ideais, a serem posteriormente comparados com as percepções do sistema vigente, e pretende propor mudanças viáveis que possam tornar o sistema mais adequado às necessidades dos atores do sistema.


A Abordagem de Escolha Estratégica (SCA) pretende auxiliar na identificação de relações entre setores aparentemente desconectados. Os participantes tentam esclarecer situações e resolver incertezas levantando e comparando alternativas para a tomada de decisão de natureza estratégica.


A Análise e Desenvolvimento de Opções Estratégicas (SODA) evidencia e registra situações problemáticas usando ferramentas de mapeamento cognitivo causal. Quando os participantes obtêm suas visões para tais situações, alguém deve avaliar coletivamente e consensualmente o cenário, de modo que, com a nova representação, seja possível propor uma série de ações e comprometimentos.

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