Metacognição

Durante muito tempo as perspectivas científicas dominantes rejeitaram os benefícios da prática da introspecção, com base na suposição de que os indivíduos, quando raciocinando, devem manter sua consistência e evitar os paradoxos a qualquer custo. Não havia muito espaço para a multiplicidade quando lidando com a tomada de decisão em organizações. Neste sentido, o físico David Bohm colocou: “a visão de mundo moderna se baseia na ciência ocidental que, em termos dos seus objetivos de previsão, controle e geração de tecnologias manipuladoras, é surpreendentemente bem sucedida. No entanto, é um artefato da cultura ocidental e tem suas limitações. O cerne do atual desafio para a visão de mundo científica pode ser considerado como sendo a consciência”.


De fato, qualquer avaliação de problema complexo que se encare é precedida por suposições inconscientes; duas delas são a delimitação das fronteiras para a natureza dos fenômenos que são relevantes e para a distinção entre o sujeito e o objeto de estudo. Quando se lida com problemas públicos essas fronteiras não são mais estanques. Isso sugere promissores e interessantes temas de pesquisa como a complementaridade entre a regulação externa e a auto-regulação no setor público. A metacognição é um propriedade dos sistemas vivos complexos que pode desempenhar um papel como um importante valor a se buscar na gestão pública.

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